
Se fosse possível fazer um levantamento completo da distribuição das
plantas carnívoras em Portugal, não seria difícil adivinhar que muitas
outras populações, de todas as espécies de plantas carnívoras que surgem
espontaneamente no nosso País, teriam já desaparecido devido a
múltiplas causas que constituem ameaças directas ou indirectas às
plantas e aos seus habitats: a drenagem de pântanos e de zonas
húmidas, o desenvolvimento e expansão dos centros urbanos e redes
rodoviárias, o abate de florestas autóctones para implementação de
monoculturas com espécies exóticas e os inúmeros incêndios que têm
afectado Portugal nestes últimos anos, são apenas alguns exemplos. Dada a
reduzida distribuição geográfica da maioria das plantas carnívoras em
Portugal, seria necessário e desejável despertar novamente o interesse
por este curioso grupo botânico que há muito deixou de ser visto como um
milagre da natureza e que vai desaparecendo silenciosamente do
nosso património botânico sem, muitas vezes, sequer ter sido visto e
conhecido pela esmagadora maioria dos portugueses que geralmente até
desconhece que estas plantas (ainda) existem em Portugal.

A Cattleya schilleriana é uma orquídea que está em extinção e é considerada uma relíquia para colecionadores.
Embora seja difícil encontrá-la, esta orquídea ainda é cultivada em algumas regiões do Brasil.
Floresce duas vezes por ano, surgindo duas ou mais flores de 10 cm de diâmetro.
São pseudobulbos são matizados de vermelho, com folhas espessas e coriáceas, resistentes ao sol.
É uma orquídea de clima quente e úmido alternando com períodos secos e
quentes, com estações bem definidas, como a região de faixa baixa
litorânea onde a temperatura oscila entre 10°C a 40°C.
Uma de suas florações, geralmente, é em setembro. São plantas que
vegetam na parte mediana das matas, ou lugares menos protegidos pelo
sol.
CRAVOS

O cravo é a flor do craveiro (Dianthus caryophyllus), planta herbácea,
pertencente à família Caryophyllaceae, gênero Dianthus, que alcança
até um metro de altura. Uma característica desta planta, além da forma
peculiar de suas flores, é o caule reto, com várias ramificações. As
flores apresentam muitas tonalidades, do branco ao vermelho, passando
pelo amarelo e pelo rosa. À mesma família das cariofiláceas, pertence
a cravina ou cravo-bordado (D. plumarius), cujas pétalas abundantes
emergem de seu cálice verde e tubular. Nos trópicos a cravina só se
reproduz em grandes altitudes. A espécie D.fimbriatus, originária da
Europa, é cultivada em grande escala na América do Sul. Certas
variedades exalam um aroma delicado, motivo pelo qual são utilizadas
nas fabricação de perfumes. Os cravos reproduzem-se por meio de
sementes, e necessitam de solo quente, sem excessiva umidade.
O cravo-vermelho é o símbolo da Revolução dos Cravos (25 de Abril de
1974).

Características: Na natureza, é uma planta trepadeira, com brotos que
chegam aos 4 metros de altura. Possui folhas verde-brilhantes, delicadas
e com pequenos pelos. As flores surgem na primavera e verão, que por si
só são insignificantes, protegidas por três brácteas – folhas
modificadas – de cores branca, rosadas, violetas ou vermelhas. Tem um
crescimento inicial rápido, diminuindo quando cultivada em vasos. É uma
planta fácil de conduzir como bonsai, pois seus galhos jovens permitem a
modelagem e a planta adquire robustez com o tempo.
Aramação: Arame os galhos mais lenhosos deixando aramado de três a cinco meses.
Ambiente: Necessita de muita luz e suporta a incidência direta da luz
solar. Ama o calor. Nas regiões quentes pode passar o Verão no jardim.
No Inverno, deve ser mantida protegida contra geadas e fortes chuvas.
Costuma perder suas folhas em temperaturas muito baixas.
Rega: Molhe com freqüência, porém não em abundância, pois o excesso de
umidade provoca a perda das folhas. No verão regue todos os dias. Antes
da floração, diminua a rega para favorecer o desenvolvimento dos brotos
florais. Depois, volte a regar normalmente.

Adubação: Da Primavera até o Verão, adube normalmente com matéria
orgânica (torta de mamona+farinha de osso), principalmente quando a
planta estiver florescendo. Coloque pequenas porções da mistura orgânica
nas bordas do vaso. Nunca adube durante o Inverno ou quando a planta
estiver debilitada. Inicie a adubação quando os brotos florais surgirem.
No Outono pode-se utilizar um fertilizante de lenta decomposição, tipo
osmocote.
Poda: Após o término da floração faça uma poda vigorosa eliminando os
galhos velhos ou mal formados. Espere aparecer seis a oito folhas e
comece a pinçar regularmente as brotações novas deixando duas ou três
folhas. Este processo deverá ser feito até a metade da Primavera.
Transplante: Deve-se transplantar a cada dois ou três anos, eliminando a
metade das raízes e procurando também eliminar cuidadosamente raízes
mortas, lesionadas ou mal formadas. O transplante se realizará antes da
brotação, cuidando para que, no período após o transplante e antes dos
brotos novos surgirem, o solo não se mantenha sempre encharcado, pois
este fator poderia acarretar o apodrecimento das raízes.
Dica: Escolha um vaso profundo com um orifício de drenagem grande.
Preencha o fundo do vaso com uma camada de cascalho e carvão de bambu,
acrescentando um pouco de areia lavada grossa (de rio, sem peneirar). .
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